Scorpions – Humanity: Hour 1

            O último disco dos alemães do Scorpions, Humanity – Hour 1, impressiona por vários motivos: primeiramente, pela qualidade das faixas: as músicas são, no geral, muito boas e mantêm o nível do álbum bastante alto do início ao fim; em segundo lugar, o trabalho de guitarras é um dos principais atrativos do disco, não somente pela qualidade da execução já característica da dupla Rudolf Schenker e Mathias Jabs (simples, mas extrema e estranhamente – ainda – eficiente), mas também pela sonoridade conseguida pelos guitarristas juntamente com os produtores James Michael e Desmon Child; a produção em si é outro fator que só contribui para a qualidade geral do álbum: tudo soa muito bem, em especial as guitarras, como já mencionado, e os vocais de Klaus Meine; Meine é um caso a parte por si só: a voz do cara não muda!!! Ele já é um senhor e, há quase 40 anos, mantém a mesma competente, afinada e impressionante voz.

            No entanto, a mais impressionante característica do álbum é o peso constante de cada uma das faixas. É claro que não estou falando de um disco de Thrash metal do Scorpions, mas sim de um álbum ainda dentro dos padrões da banda, sendo que bastante pesado, caso levemos em conta a discografia do grupo. O riff da faixa “321”, por exemplo, periga constar como o mais pesado da história dos Scorpions (pessoalmente ainda fico com o de “He’s a woman-She’s a man”, de 1977, parte integrante do clássico álbum Taken By Force). Mas que o riffão a la Zack Wylde é pesado, ah é…

            Se as letras, por um lado, transitam no perigosíssimo terreno do politicamente correto (especialmente em se tratando de Scorpions, que têm uma forte tendência para o brega), por outro, abordam a questão da necessidade da humanidade se conscientizar e começar a encarar de frente o fato de que nossa raça pode ter de lidar, muito em breve, com o problema de sua própria extinção (sim, um tema pra lá de batido, mas que não chega a comprometer o saldo final).  

            As baladas do álbum mantém a qualidade peculiar de tantas outras compostas pela banda: vocais marcantes, bases e solos simples e eficientes.

            Uma curiosidade é a participação de Billy Corgan (Smashing Punpkins) cantando na faixa “The Cross”. Quem tá ligado, sabe que o cara sempre curtiu o som dos Scorpions e, talvez, mesmo essa mínima participação em uma das faixas de um disco da banda alemã deva significar muito para ele.

            No geral, um ótimo álbum que, na humilde opinião desse que voz escreve, consta, tranqüila e merecidamente (juntamente com o álbum anterior Unbreakable) entre o que de melhor a banda produziu há, pelo menos, 15 anos. Para quem teve a oportunidade de conferir alguma das recentes apresentações da banda aqui pelo Brasil, a performance deve ter sido bastante satisfatória, a julgar pelo gás que os caras mostram nesse último álbum de estúdio.

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~ por tarsodoamaral em 15/09/2008.

6 Respostas to “Scorpions – Humanity: Hour 1”

  1. Pois é. Contra os fatos não há argumentos. O Scorpions é uma banda que definitivamente faz o que quer e quando quer. No entanto, seus melhores resultados com o público roqueiro são com os discos mais intensos, vide discos como “Pure Instinct”, “Eye to Eye” e os trabalhos com sinfônicas e violões que, oa meu ver, são fracos se comparados aos clássicos setentistas e oitentistas da banda. Além disso, não tem o quê se discutir quando se trata da vaz do Mr. Klaus Meine. Enfim, discaço e certeza de ouvir um bom Hard Rock.

  2. Assino embaixo, Rubão.
    T+!

  3. Tá maneiro esse blog! Posta teus rabiscos sobre o novo do Metallica e o novo do Slipknot.
    Dica da hora: uma banda inglesa chamada The Rotted – Get Dead or Die Trying. T+

  4. Valew, Crispim!
    Os comentários dos novos do Metallica e do Slipknot vão rolar, espera só em digerir melhor cada um dos álbuns.
    Quanto a essa banda inglesa, vou dar uma procurada.
    Grande abraço.
    T+!

  5. Estou começando a digerir um pouco o scorpions, a princípio estou gostando, mas definitivamente não será algo que irá grudar nos meus ouvidos … falta um pouco de peso e gritaria no som dos caras … hehehe

  6. Raul, até estranhei você ter gostado de alguma coisa dos caras. Mas se alguma coisa está sendo digerida já é um bom sinal…hehehe
    T+!

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