Los Hermanos, Kraftwerk, Radiohead – Praça da Apoteose, RJ – 20/03/09

A expectativa era alta. Bem alta, por sinal. Quem já viu ao vivo alguma apresentação do Radiohead (até então só por vídeo mesmo) ou do Los Hermanos (vários e memoráveis shows) sabe do que estou falando. E ainda tinha o grande Krafwerk de bônus. Great expectations…

O Los Hermanos entrou e decepcionou. A banda, definitivamente, já não é mais a mesma. O show parecia mais um ensaio de uns caras aposentados tocando as músicas da banda. Pouco se viu daquela ótima banda que tantas e tantas vezes emocionou multidões aqui em sua cidade natal. Fraco. Nem a presença de ótimas músicas nunca tocadas ao vivo antes (“Cher Antoine”, por exemplo) ajudou. Só mesmo a última do show, “A Flor, conseguiu mostrar um lampejo do que outrora foi a banda. Pena…

Os senhores do Kraftwerk entraram e fizeram o deles. Um show sem grandes surpresas, mas com tudo o que um show da banda tem: grandes e ótimas projeções no fundo palco, alguns clássicos (“We Are The Robots”!), os bonecos-robôs substituindo a banda e uma qualidade sonora impressionante. Bom.

Já o Radiohead entrou em campo com o jogo ganho. O público aplaudiu e cantou junto cada uma das músicas e executadas pela banda. E não foi por menos. A banda realmente impressiona: uma precisão assustadora na execucação das faixas se soma ao enorme feeling e talento de cada um dos membros. Em especial, me chamaram a atenção o vocalista e líder Thom Yorke, além do baterista Phil Selway.Yorke é uma força da natureza que com sua voz, carisma e talento faz cada uma das músicas algo ainda mais bonito e intenso do que aquilo que se ouve nos impecáveis álbuns da banda. Já Selway impressiona  pela precisão quase mecância na execução das muitas vezes complexas canções. Os dois guitarristas, Jonny Greenwood e Ed O’Brien, e o baixista, Colin Greenwood, todos visivelmente impressionados com as reações da platéia, não deixam nada a dever aos outros membros e só acrescentam com brilhantes texturas sonoras e fiéis reproduções de arranjos e solos consagrados. E tudo isso em um palco que sobre o qual não dá muito pra escrever. O que posso dizer é que era bonito demais.

radiohead600

O repertório mesclou grandes clássicos com faixas do ótimo último álbum da banda, “In Rainbows”. Até a radiofônica “Creep” foi contemplada e cantada em coro por todos. Para o humilde escriba aqui, o ponto alto do evento (e, posso afirmar, sem medo de errar, um dos mais altos pontos da trajetória do malandro aqui) foi “Paranoid Android”. Quem esteve lá, sabe do que estou falando. Emocionante.

Tem certas coisas que fazem tantas outras parecem pequenas. As memórias que guardo desse show fazem tanta coisa parecer nada. E o involuntário sorriso no meu rosto, só de lembrar, diz mais do que posso escrever aqui.

Memorável.

Great expectations. Greater event. Greatest memories.

Pra finalizar, agradeço aos confrades Raul e Marcos pela companhia e por serem parte de mais essa.

T+!

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~ por tarsodoamaral em 22/03/2009.

6 Respostas to “Los Hermanos, Kraftwerk, Radiohead – Praça da Apoteose, RJ – 20/03/09”

  1. Muleque!! Vós assististes um dos maiores ESPETÁCULOS da terra!!!

    “…
    what’s that…?
    what’s that…?
    …”

    ps.: kraftwerk, bom?! tu esta de sacanagem comigo? faça me o favor!!

  2. Raul, assino embaixo.
    Mas o Kraftwerk é maneiro, pô. Só no eletrônico old school…hehehe
    t+!

  3. Alguém tinha que falar pro coroa que eletrônico é pra dançar não pra assistir telão colorido, pra isso eu fico em casa pow!!! (hehehe)

  4. Que isso, rapah. O som dos caras é maneiro. E, além do mais, eles praticamente inventaram a música eletrônica. A dança veio depois.
    Dá um crédito pro coroa. hehehe
    t+!

  5. Oi Tarso,

    A semana do show foi extremamente corrida e atropelada, no dia do show eu estava no fundão até às 18h, cheguei no início do show do Kraftwerk, que era a banda de abertura que eu estava mesmo interessada em ver, afinal, não sinto nada de especial por los hermanos. Eu tava cansada e chorei pq achei que fosse sub-curtir o show da minha banda de coração, que eu tava tanto tempo esperando pra ver, tantos anos aguardando para ouvi-los ao vivo. Mas eu consegui ver Radiohead até o final, me esgueirando entre a massa alucinada para conseguir ver um pedaço do braço do Tom ou do Ed.
    Valeu à pena, mas ganhei uma fenda nas cordas vocais que me deixa rouca até o presente momento, acredite, eu não gritei, só sang along, mas a emoção foi grande demais, vai entender!

    Beijos!
    Bianca.

  6. Bianca, eu também cheguei atrasado. Perdi o começo do show dos Hermanos. Apesar de gostar muito da banda, acho que não perdi muito. O que vi do show foi bem decepcionante.
    O Kraftwerk achei legal. Foi bem o que eu esperava. E o Radiohead nem tem muito o que falar.
    Legal saber que você também curtiu o show.
    Consegui ficar em um lugar legal de onde dava pra ver tudo e todos no palco.
    Que venham mais desses, né não?
    t+!

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