Margaret Atwood – Oryx and Crake

Para quem curte uma ficção científica da boa; pra quem curte histórias sobre um possível futuro apocalíptico devido às nossas ações hoje em dia; pra quem se amarra em romances bem escrito; ou para quem simplesmente gosta de boa literatura, recomendo muito a leitura de Oryx and Crake da brilhante escritora canadense Margaret Atwood.

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Atwood, que é uma talentosíssima romancista, é autora de dois dos melhores livros que li ultimamente: Alias Grace e esse Oryx and Crake. Alias Grace é um dos exemplos máximos do que alguns teóricos da literatura chama de metaficção historigráfica, ou seja, basicamente, ficções que se baseiam em fatos e documentos históricos para contar um outra versão dos fatos. Romances que preenchem ficcionalmente lacunas deixadas pela história oficial. Com Alias Grace, Margaret Atwood talvez tenha escrio uma das obras máximas do gênero. A história de uma garota de 16 que no século XIX é condenada à prisão perpértua devido a uma acusação de assassinato de seu patrão. A garota, que, à época do crime, virou celebradidade nacional no Canadá, ficou presa por 30, foi, finalmente, solta e, depois, sumiu do mapa. Atwood conta toda essa história, com muitos geniais detalhes (ficcionais ou não) e devido desfecho, pela perspectiva da própria garota e de um médico que a estudou. Brilhante.

Mas, em Oryx and Crake, Atwood se aventura mais uma vez (ela já escreveu outros romances e contos no gênero) na ficção científica. O romance trata do desfecho da disseminação de um vírus intensionalmente criado emlaboratório altamente mortal na nossa sociedade. Contudo, esse vírus não afeta uma parcela da população do planeta: uma comunidade de seres também criados em laboratório que, supostamente, são versões melhoradas dos seres humanos. Eles e um único sobrevivente humano são os personagens desse futuro assustador. No entanto, o que complica ainda mais a história é que, ao longo do romance, ficamos sabendo que, esse tal sobrevivente, na verdade tem muito a ver com a criação e disseminação de vírus e com a condição do mundo tal como ele vem a ficar.

Mas é exatemente no desenrolar do romance que o talento de Atwood vem a tona e nos envolve e nos deixa perplexos com a capacidade de criar, instaurar e contar esse (admirável?) mundo novo. É tudo, no mínimo, perturbador.

Não vou escrever mais para não comprometer as surpresas de quem venha a se aventurar na leitura.

Tenho a versão em inglês, caso alguém queira emprestado, mas a tradução para o português não é difícil de encontrar…

Altamente recomendado.

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~ por tarsodoamaral em 16/05/2009.

2 Respostas to “Margaret Atwood – Oryx and Crake”

  1. Tarso amigo, vc salvou minha vida com esse post!!! Como está o Doutorado?? rsrs. Bjus, Szana

  2. Oi, Szana!
    Como vão as coisas?
    Bom saber que o post pôde te ajudar. É um post bem simples, só pra registrar que gostei bastante dos dois livros e da autora.
    Quanto ao doutorado, ainda falta..heheh Tô acabando o mestrado ainda. Esse é meu último semestre de aula. Semestre que vem vai ser só pra escrever a dissertação.
    Wish me luck!
    Um abraço, Szana.

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