Roberto Carlos – Pra Sempre

Depois que fui ao show do Rei no Maracanã, fiquei ainda mais curioso para ouvir, conhecer mais do trabalho do cara. Não tenho muitos álbuns dele disponíveis por aqui (por favor, desconsiderem o fato de eu não gostar de baixar álbuns e de adorar ouvir, ver o cd e/ou vinil). Pra falar a verdade, só tinha um cd do cara à mão: “Pra Sempre” de 2003.

Roberto+Carlos+-+Prá+Sempre+(Estúdio)+(2003)

Pelo que consta aqui, esse é o quadragésimo quarto álbum dele (ãh?!?!?), e já está inserido nessa fase atual da carreira do cara, ou seja, pós-Maria Rita-baladeiro. E esse disco, se não me engano, é o primeiro lançado por ele logo após a morte da esposa. O que explica as 6 primeiras faixas do álbum, todas extremamente românticas. Entre elas, podemos encontrar a famosa “Acróstico“, aquela na qual ele se utilizou das primeiras letras da frase “Maria Rita, meu amor” para, com um acróstico, escrever a letra. Enfim.

O que achei do álbum? Ruim demais, como esperava, não achei, com certeza. Principalmente devido à produção impecável e pelo som de cada um dos instrumentos, até mesmo da programção de bateria (coisa arenosa que pode, facilmente soar tenebroso). Mas é inegável o fato de que, depois da quarta, quinta, sexta música ouvindo a mesma ladainha de “meu amor” pra lá, “eu te amo” pra cá, enche o saco. Só na sétima música, “O Cadillac”, que a coisa muda de figura. Mas não muito. Os próprios arranjos irretocáveis das músicas românticas xaropam totalmente esse blues-rock e a faixa seguinte, “Seres Humanos”, uma clara tentativa frustada de fazer algo como “Todos estão surdos”, clássico da carreira dele – as duas únicas faixas do álbum sem temática Maria-ritânica e compostas em parceria com Erasmo Carlos.

No geral, o saldo não chega a ser negativo, mas também não convence de todo. Tenho certeza que outros discos mais antigos do Rei podem me dar uma idéia melhor de sua obra.

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~ por tarsodoamaral em 20/07/2009.

2 Respostas to “Roberto Carlos – Pra Sempre”

  1. Cara, eu tenho o Roberto Carlos (1970), esse é um clássico. Até samba-rock (bem de leve) tem. Esse ficou famoso pela levada super-soul da música “Jesus Cristo”. Recomendo.

  2. Crispim, tenho certeza absoluta que os discos antigos são beeeem mais interessantes do que esse que ouvi. É que ainda não parei para ouvir nenhum com calma. Mas faze-lo-ei em breve.
    Quanto a esse disco sobre o qual voce comentou, qual é a capa dele? É aquele com o rosto de um Roberto ainda cabeludo meio que desenhado/pintado em um fundo branco? É o mesmo que tem “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”?

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