sou filho do ruído e do vento

de cidades e sirenes me alimento

em pedaços de olhares

em resquícios de saliva

em corpos a ranger

em telas, letras, em canções

em quase  nada

me encontro

antena da raça

sou poluição

socio-espiritual

a engrenagem do fantasma na máquina

simbiótico ao movimento

se paro, é quando morro

se morro, é quando mordo

com fadiga, cárie e fome

o escuro da noite à brasileira

conecto, infecto, percepto

um download non-stop

nada é demais

quando tudo se faz ar

aspiro a binária fumaça de bits and bytes

a nanoteocracia de diets and lights

a neo-tecnologia a serviço do bem

sempre a serviço do bem

me quer?

who cares?

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~ por tarsodoamaral em 29/12/2009.

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