Marcelo Camelo, Circo Voador/RJ, 07/05/2011

Fui com boas expectativas para esse show do Camelo. Depois que ouvi seu mais recente disco, fiquei realmente interessado em ver como as músicas ficariam ao vivo. Não me decepcionei.

Cheguei tarde para a banda de abertura, infelizmente, mas o comentário geral foi bem positivo. Correr atrás…

No geral esse novo show do Camelo é ainda mais animado que seu último cd. Não que o cd seja animaaaaado, mas em comparação com o disco anterior do Camelo, esse discoé um carnaval. Ao vivo, até as músicas do “Sou”, o primeiro disco solo dele, ficaram com a cara desse novo momento da carreira do Camelo.

Isso foi outra coisa que me chamou atenção. Diferentemente da maioria das bandas de rock, e, por outro lado, como a maior parte do artistas da dita ‘mpb’, Camelo optou por mudar o arranjo de muitas das canções para que ficassem mais com a cara, ou com a sonoridade de ‘Toque dela’, o trabalho que atualmente divulga. Até as músicas da época dos Hermanos que ele tocou – “Morena”,  “A outra” e “Santa Chuva” (essa última nem tanto, por que sem banda e de improvisso) – tiveram seus arranjos alterados para se encaixar no formato da turnê atual.

As músicas que mais ganharam foram aquelas do primeiro disco solo de Camelo, sem sombra de dúvidas. Ficaram mais encorpadas, com mais camadas e puderam, acredito, ser entendidas melhor.

A platéia visivelmente tenta a todo momento emular a atmosfera dos saudosos show dos Los Hermanos. Coisa que, obviamente não acontece. A carreira solo de Camelo apesar de ter momentos de um brilho pop refinado, atual e altamente relevante, no geral, é bem menos acessível que o som dos Hermanos e não acredito que venha a gerar o frenesi que o Los Hermanos chegou a causar pouco antes acabar.

Outro ponto positivo do show foi a qualidade do som que vinha do palco, literalmente. Tudo bem tocado, equalizado e timbrado (exceto o  xilofone que tava muito baixo). O Hurtmold é uma senhora banda e segura a onda pra lá de bem. Os metais, parte essencial do som de Camelo, também continuam de primeira.

Camelo, por sua vez, está tocando uma guitarra redondíssima. Sua voz, que ao vivo nunca foi das melhores, dá conta do recado e foi o tempo todo ajudada pela platéia, que cantava quase tudo junto.

No final, o saldo foi bem positivo, apesar de uma sensação expressa por vários dos presentes de que o show poderia ter sido um pouco maior. Ah, teve também a distribuição das samambaias (?!?) e o povo cantando “Além do que se vê” depois que acabou o show sem arredar pé.

Bom ver e ouvir o Camelo novamente relevante, animado, vivo e produzindo música boa. Vida longa!

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~ por tarsodoamaral em 09/05/2011.

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