abram-se as janelas

quando vem o pó,

entendemos o porquê

das janelas, das portas, dos telhados

 

e das bombas.

 

diante de seu manto,

frágeis,

atentamos

ao farelo nosso de cada dia;

 

nos cai hoje

a suave sujeira sua

o opaco pacato pacto

a, leve, pesar

sobre os copos e os corpos.

 

e, engolidas as lembranças,

seja feita a vossa vontade:

 

empoeire-se

a luz, a sombra,

a água do mar.

 

(assim na guerra, como no céu)

 

e, finalmente,

 

(livremo-nos do mal)

 

abram-se as janelas!

 

pois venta…

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~ por tarsodoamaral em 22/11/2013.

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