espera

espera.

não te sacies quando da fome.
não bebas quando a areia da sede a garganta te roçar.
não durmas logo quando o corpo, mais cansado do que vivo, te pedir uma morte
passageira, merecida e ansiada.

espera.

quando, num dia, o vento azul, sobre um mar de textura encantatória, te bater,
tudo será pequeno.
até você.
grandes serão coisas cujas infinitas faces, de súbito, se te apresentarão.
só, nesse momento, abrir-te-ás num sorriso, preencher-te-ás de ar e só não voarás,
pois preferirás voos observar.
nesse momento, se amas, teu amor será.
ali, a grandiosidade pela qual anseias.

espera.

te peço na condição de quem já foi ar, pássaro e apaixonado.
na condição de quem ama e vê.
te falo do alto da minha total falta de experiência em lidar com o que me move.
te falo do alto.
pois, hoje, voo.
e não espero o dia no qual pousarei.

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~ por tarsodoamaral em 16/03/2015.

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